July 30th, 2010
Sofro de vício por default. Deixe-me explicar melhor, caro leitor. O que eu desejo dizer é que sinto a irremediável preferência por configurações padrões (as que vêm de fábrica), em qualquer sistema no qual seja possível efetuar modificações.
Este exemplo é para as pessoas habituadas aos games: quando decido alterar as configurações gráficas, sempre observo se existe o botão “set defaults” ou “recommended settings” – que retorna às configurações propostas pelos produtores. Caso não haja, decoro todas as configurações para voltá-las ao estado original, se o desempenho não me agradar. Sobre configurações de teclado, eu nem ao menos penso em alterar! Isso, pra mim, soa pecado! Aliás, todo os dias eu agradeço à Microsoft por ter tornado o controle de Xbox um padrão de gamepad nos games atuais. Desse modo, não preciso ter de configurá-lo, já que as produtoras dos jogos o fizeram para mim.
Quando eu digo que prefiro padrões, levo isso até mesmo à culinária. Se eu possuísse dois bentôs diferentes, com itens diferentes e se eu gostasse apenas de partes de cada um, não faria um terceiro misturando tais partes. Escolheria um deles e o comeria por completo. Em restaurantes ocidentais, fico feliz ao ver opções de pratos-feitos.
Até para móveis, esse conceito é trazido. Meu estilo predileto de carteira é aquela na qual a cadeira é presa à mesa, sem opção de regulagem.
Mas por que essa mania? Sou uma pessoa que segue a razão, não é mesmo? Não teria tal mania se não houvesse um motivo. Acredito que os desenvolvedores dos produtos pensem minuciosamente antes de escolher o que deve ser padrão, e tal pensamento conduz a uma “experiência de uso completa”, ou seja, a melhor experiência de uso possível. Os religiosos podem até usar essa desculpa, dizendo que o criador deu-lhes o tamanho ideal para suas ferramentas, proporcionando às gurias a melhor experiência de uso.
Para ser sincero, a crença desse cuidado especial por parte dos produtores é algo que faço força para possuir. Não acredito, de verdade, que eles façam questão das opções padrões serem as melhores possíveis. Provavelmente chutam tudo, já esperando que os insatisfeitos alterem o que estiver inconveniente (pois alterar é uma opção, então esse comportamento faz sentido). Por que estou pensando isso? É pecado! Esqueça esse pecaminoso parágrafo! Apague-o de sua mente e continue crédulo na bondade e na sabedoria suprema dos desenvolvedores! Aceite o mundo como ele é – perfeito em sua utopia. Nunca questione a criação, muito menos o criador!
É evidente que há aparelhos nos quais a regulagem, para uma melhor experiência de uso, é requerida, pois depende da anatomia individual do usuário, como poltronas e cadeiras reguláveis, por exemplo. Para estes aparatos, não sofro da mania do “padronismo”, até porque, normalmente, nem há uma regulagem inicial imposta pelos produtores. No entanto, para tais equipamentos, sofro de algo pior, que venho a dizer nas próximas linhas.
Oito-oitentismo, a mania da decisão binária, ou seja, regular uma configuração apenas para a opção máxima ou mínima, ignorando completamente a existência das intermediárias. Mais do que uma mania, é uma necessidade indúbita de utilizar tal forma de configuração. Um transtorno obsessivo compulsivo!
- Para o brilho do monitor do meu notebook, por exemplo, aparetenmente só existem as opções 100% e 0% – o monitor do meu computador de mesa se safa dessa, pois existem configurações pré-nomeadas pelo fabricante, com intensidades intermediárias. Uso, sempre, a chamada “internet”, que possui o menor brilho (29%);
- A regulagem da cadeira de computador sempre está com altura máxima ou mínima – alta, para uso geral, e baixa, para assistir à filme;
- Quando até mesmo as configurações padrões causam slowdown, em um jogo de computador, diminuo para as configurações mínimas sem ao menos testar outras mudanças não tão drásticas;
- Por algum motivo, ao fazer compras e ao ir escolher qual marca comprar de determinado item, só avalio os pontos positivos e negativos das marcas mais barata e mais cara, irrelevando as demais;
- Ainda bem que não freqüento prostíbulos – o que seria de mim se a mais bonita já estivesse ocupada?
A verdade é que não há uma razão específica para oito-oitentismo. Trágico! Não há desculpas para sofrer disso =(
Mas ainda assim, amo todos vocês S2 – wut
Se você também sofre tais patologias costumes, deixe um comentário e conte uma história na qual isso foi extremamente inconveniente! =D
Obs.: No próximo post contarei um conto. Até lá!
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July 18th, 2010
Olá!
Neste artigo, será explicado, detalhadamente, como fundar uma pseudociência.
Obs.: Antes de me encher o saco sobre o termo “fundar”, leia o texto. isso é explicado adiante.
Obs. 2: Estou tentando diminuir o tamanho dos textos (resumi-los e não abordar muito profundamente) e dividi-los em tópicos, como muitos sugeriram. Se estiver faltando alguma informação relevante, entre em contato que eu adiciono.
Mas tio, o que é pseudociência?
Pseudociência é, antes de tudo, uma ciência pertencente à política, à publicidade, à retórica e às artes cínicas cênicas. É a ciência de dar ar científico ao que não é científico. Em outras palavras, é a ciência que estuda metodologias para pegar troxas.
Também é o nome dado a cada instância provinda da pseudociência ciência.
Está aí, entre nós, há milhares de anos. Uma de suas primeiras aparições, e também uma das mais famosas instâncias até hoje, é a Astromagia Astrologia, na qual, acompanhando ao programa TV Fama (que trata da vida dos astros), o astrólogo bem treinado é capaz de palpitar o que vai acontecer na vida social de seus clientes – depois de ouvir tanta fofoca, não é de se estranhar que virem experts em relacionamentos.
O problema é que, para a geração de tais palpites, o procedimento tomado é puramente o achismo do palpiteiro, ou seja, algo altamente subjetivo. Eles acertam tanto quanto uma pessoa comum tira 11 na lotofácil, mas ao invés de lucrar 1 real, ganham um cliente (e bem mais que 1 real, vindo dele).
Para que serve, então, essa budega, meu jovem?
Oras! Não ficou óbvio no último parágrafo? Para ganhar money money money money.
No caso anterior eu exemplifiquei pessoas que usam uma pseudociência já existente a seu favor, no caso, a astrologia, mas é possível citar muitas outras: radioestesia, grafologia, homeopatia, paranormalidade em geral e uma outra¹ coisa muito famosa aos domingos e sextas-feiras à noite, mas que não falo pra evitar ameaças e processos ~.~
Porém, há um meio muito melhor para ganhar dinheiro em cima de pseudociência! Criar uma própria. Na verdade, acredito que o termo mais adequado seja fundar, pois em torno da pseudociência cria-se uma espécie de religião¹ ou culto. E nada mais lucrativo do que ser o manjastermaster, o rei da cocada preta, o chefe da tribo, o cara mais fodônico e que mais manja daquilo que ele próprio inventou! Nenhum livro terá mais credibilidade que os dele, nenhuma palavra ganhará a palavra dele, ninguém lucrará tanto quanto ele. E é possível melhorar ainda mais! É comum entre os fundadores de pseudociência moderna a patenteação de suas técnicas ou mesmo de seus deuses de adoração. Assim, mesmo que outras pessoas ganhem dinheiro em cima da SUA invenção, ELE ainda lucra (royalties).
Não discurso darei reverso, nenhum o exemplo segredo.
Opa! Tá pra mim! Comofas pra tá fazendo issae?
Fundar uma pseudociência é mais fácil do que você imagina. Apenas seguindo os passos colocados abaixo, é possível gerar uma pseudociência de relativo sucesso.
- Desenvolva alguma técnica sem sentido lógico e atribua a ela efeitos miraculosos. Antigamente, os efeitos nem eram tão extraordinários, mas nas pseudociências modernas, vale tudo.
- Busque referências históricas, distorça-as e faça parecer que a humanidade conhece e pratica, sem saber, a sua pseudociência há séculos. As
vítimas pessoas gostam desse toque de história antiga e mistério. Para contribuir mais com o clima, atribua frases falsas aos grandes pensadores da humanidade (que já não estão mais aqui para desmentir). A exemplo:
“Antes de ter tudo eu não tinha nada, até perder as meias” – Zeus
- Distorça ou invente leis físico-químicas para parecer que a técnica é cientificamente, pelo menos, plausível. Sempre dê tais explicações de forma retórica, apenas um pouco prolixa e, caso alguém solicite referências, indique outros
cúmplices especialistas na mesma pseudociência. Nunca indique um cientista sério. Nesta etapa, vale seguir a tendência do século: abusar da (já esculaxada) física quântica.
- Espalhe sua pseudociência em correntes na internet (caso seu nome seja Samara, mude-o, senão vai direto pra caixa de spams).
- Diga que todos podem praticar a pseudociência, mas é necessário um treinamento especial com os maiores especialistas do problema. Abra, então, uma academia que suprima as necessidades dos que desejem aprender e cobre uma mensalidade absurda. No contrato, não esqueça de deixar bem claro que o formando não é capacitado a lecionar. Se você tem dúvidas de como arranjar os professores da academia, é porque você até agora não entendeu que tudo é inventado, então não faz diferença (nossa! Estou sendo mais claro do que deveria).
- Escreva 2147483647 livros caros contando todo o lero-lero de sua pseudociência. A cada livro, é necessário incrementá-la, fazê-la ser possível de mais algo. Para saber como incrementar, acompanhe as necessidades da população. O que ela mais precisa é o que sua pseudociência deve ser capaz de suprir.
- Promova palestras (sob demanda – pagas e caras) para ficar conhecido como o já citado manjastermaster e assim lucrar umas gurias.
Se você seguiu os passos e não conseguiu sucesso com sua pseudociência, é porque provavelmente você próprio acabou realmente acreditando nela.
Aloc mey! Se é tão fácil assim, por que você mesmo não faz, tio?
Sou uma pessoa que age condizentemente segundo minhas opiniões.
Não gosto e, na verdade, sou contra e desestimulo tal prática. Para a surpresa de todos, o verdadeiro título do post é: “Não faça isso! Não siga os passos a seguir!”.
Porém, como também gosto de dinheiro, anuncio aqui a minha nova prática financeira:
Vendo o pensamento crítico!
Se você quer bancar o intelectual sobre os mais variados assuntos da atualidade e não sabe o que dizer pra parecer foda e ter toda aquela gente bajulando com “cara, sou seu fã, você tirou as palavras da minha boca – na verdade eu nunca conseguiria dizer isso, apesar de me sentir igual” ou “como ele é nerd” (nerd está na moda, não se esqueça), basta entrar em contato – valores a combinar. ;D
“Ciao” – Denis
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July 17th, 2010
Olá!
Vou ser direto pois está bem tarde e eu preciso dormir.
Pra variar, perdi a lista de tópicos para os quais eu queria escrever (e para os quais já havia uma história na minha cabeça).
Foi devido a isso que demorei para atualizar. Mas não se desesperem! Vim anunciar o artigo que vai estar publicado até domingo: Como fundar uma pseudociência.
Boa noite! :~
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July 8th, 2010
Olá!
Mais uma vez, agradeço a minha assídua leitora JULIANA por ter encontrado erros ortográficos na última publicação realizada.
Muita gente leu, comentou comigo por várias vias, mas sugestões de assuntos a tratar, que é o que interessa pra mim, ninguém deu! ¬¬” – Isso me emputece. Estão perdoados, por ora, leitores inúteis.
Na última atualização, prometi a prova de minha cara de pau, e eis que a trouxe, com louvor!
Como já mencionei, curso Ciências de Computação (ou Ciência da Computação, antes que algum oportunista camarada venha me encher o saco corrigir novamente). Era exigido um trabalho para entregar no qual eu deveria implementar uma estrutura de dados conhecida por Árvore B (criada pela Boing e específica para a manutenção e gerenciamento de grandes volumes de dados) deveria fazer alguma coisa legal que não vem ao caso.
Eu e meu colega Xi (o trabalho era em dupla) fizemos boa parte do trabalho, tivemos uns probleminhas e fizemos tudo de novo, desde o começo. Da minha cabeça saiu a ideia de deixar a parte problemática, porém comentada (o trabalho era um código. Estar comentado significa que não influencia nada, mas é possível ser visto pelo programador) e, antes de tudo, anexar uma pequena história da minha cuca.
Segue a história!
Obs: não é necessária atenção aos termos técnicos. Eles não influenciam na história. Quando se deparar com algum termo desconhecido, apenas ignore ;D.
Algoritmos e Estruturas de Dados 3 – Trabalho 3
Árvores B
Denis BLÁ BLÁ BLÁ no USP: BLÁ BLÁ
XI BLÁ BLÁ BLÁ no USP: BLÁ BLÁ
~~~~~~~~
Tia NOME CENSURADO e tio NOME CENSURADO,
Nós fomos comprar chocolate na esquina, e como inspiração divina
construímos as pirâmides e todas as outras maravilhas do mundo.
Quando estávamos quase mortos de cansaço, escrevemos o código comentado abaixo.
Deus viu o código e achou uma heresia tal perfeição, e sobre ele lançou uma
maldição!
"Nunca dará frutos o código dos hereges que aqui pisam enquanto pisarem"
Seja lá o que isso significa, o fato é. Bugs, bugs e mais bugs <o>
Ligamos para o tio Bill, para o padrinho Jobs, mas nenhum deles conseguiu resolver.
Até Jesus pediu arrego!
Enfim, algo maléfico (aka macumba) acontece sobre a quinta inserção consecutiva
(sem fechar o programa antes) e ela VUASH MORRE!!
Mas isso vem de tempos mais remotos! Um dia tentamos escrever um código completo
de árvore B usando tal pergaminho sagrado, porém só de declararmos e atribuirmos
um valor inicial a uma variável, CABUM! Lá se foram os celtas, incas e todo o resto…
… pro espaço. Tal evento chamamos de "countdown do capiroto".
Daí, tomados pelo ódio e pela sede de vingança, declaramos guerra aos Arquitetos e
suas reguinhas chiques para desenhar linhas certas por palavras tortas.
Deixamos de lado toda a padronização do papiro sagrado e de nossa fúria interior
forjamos uma espada, a qual cravamos na terra.
Tal espada cresceu e se tornou o que você aqui vê por ArvoreB, ou, mais a frente, IndexFile.
"Aquele que retirar a espada de dentro da árvore (aka entender o código),
muito foderoso certamente é."
Compacta, bonita <stroke>e ilegível</stroke>, nossa árvore B tem tudo para fornecer uma
experiência de uso sem precedentes (e sem classe, também! … é uma struct ;D)
São apenas 300 linhas de código para toda a árvore B, sendo ~ 100 destas linhas pertencentes
apenas à exclusão!
obs:
~ Rezamos por um 10, depois de todo esforço em vão no código comentado =( ~
Beijinhos :~ .
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July 5th, 2010
Olá!
Há um tempo que não publico nada, aqui. E é sobre o motivo dessa minha displicência que vou escrever.
Antes disso, vou agradecer a minha amiga Juliana por avisar-me sobre os erros ortográficos presentes na minha última publicação. OBRIGADO, JULIANA! Diferentemente dos outros leitores mais inúteis, ela se preocupa com minha imagem (ou apenas estava adorando tirar onda com a minha cara e me chamar de analfabeto).
Antes mesmo de criar o blog, havia escrito em algum lugar alguns tópicos os quais desejava abordar. Porém, além das meias, perdi essa anotação, e as idéias se foram, ao mesmo passo.
Não me importei com a perda, a início, pois estava confiante na minha criatividade. Porém, trágico foi o destino. Até hoje, não houve mais inspiração. Lembro-me de quando sentia vontade de abordar cada tema anotado. Alguém falava comigo sobre algo e, em meio a conversação, surgia uma palavrinha mágica que faz minha cabeça acelerar e pensar em uma longa história de uma só vez. Isso não mais aconteceu! Provavelmente as preocupações das últimas provas tornaram os assuntos com meus amigos tão chatos que essas palavrinhas não existiam mais. E agora, em férias, não os vejo com tanta freqüência para ter acesso a minha fonte de inspiração.
Para acabar com esse problema, vamos combinar o seguinte: vocês, leitores não mais tão inúteis, me digam sobre o que querem que eu fale. Para isso, é só efetuar um comentário. Nesse tema, do jeito que está, é meio complicado para comentar. É necessário primeiro clicar no título da publicação, ali em cima, ó! (Aliás, a troca do tema também não ocorre devido a minha falta de inspiração e saco para fazer outro)
Finalmente, ao assunto prometido,
Como eu disse, estou sem inspiração, então talvez essa publicação saia um estrume.
Inspiração vem de “in” (do inglês, dentro) + “piração” (do português, doidera) e significa, segundo o Fabuloso Dicionário Papalugem de Palavras Misteriosas:
Inspiração – Substativo feminino: 1. doidera interior ao homem que o possibilita começar uma grande arte e terminar uma grande bosta; 2. imaginação fértil; 3. merda na cabeça.
A inspiração, assim como tudo o que mais existe, foi obra do Criador. Ele, também, foi o primeiro a utilizá-la, em 7 dias.
No primeiro, criou o Céu, Terra e Luz, um blog sobre jardinagem e paisagismo.
Nos segundo, terceiro, quarto e quinto dias, o Criador fez publicações e, em nenhuma delas, houve comentários.
No sexto dia, criou os leitores.
No sétimo, leu os comentários dos leitores, viu a merda que fez no sexto dia e se aposentou.
Depois do ocorrido, a inspiração foi selada e guardada à cargo dos espartanos, pois, rudes, nunca fariam proveito. Porém, além de rudes, eram burros e viviam na seca, pela falta de mulheres espartanas. Foram ludibriados por gregas espiãs que roubaram a inspiração e distribuíram a um seleto grupo de gregos, conhecidos como Os Filósofos.
Esse grupo, mal intencionado, começou a disseminar auto-reflexão entre a população, gerando os primeiros EMOs da história. Banidos da Grécia, os filósofos ficaram conhecidos, mais tarde, como matemáticos. Codificaram a inspiração em contas de adição e subtração para que os humanos normais nunca tivessem acesso a essa fonte de poder. No entanto, Da Vinci, que além de matemático era também artista, converteu a inspiração de números para textos e telas. Surgiram, logo, inúmeras obras literárias, como as de William Shakespeare. Apesar de serem textos, essas obras ainda eram codificadas, pois a somente humanos inteligentes eram capazes de decifrar o verdadeiro significado nelas contido. Por anos, a inspiração foi mantida apenas entre os nobres e os ricos.
No século XXI, no entanto, O Segredo foi revelado e a inspiração foi dada a todos. Trágico é o destino do mundo! Já percebeu o Criador que a felicidade da inspiração é passageira e que, no fim, tudo acaba em merda. Podemos citar vários casos famosos de obras que começaram muito boas, mas, por terem vindo da inspiração, decaíram no conceito geral:
- Pânico na TV;
- Toma Lá, Da Cá;
- Mas Poxa Vida;
- perdeuasmeias;
Obs: De alguma forma, a inspiração também alcançou os músicos. Algum eclético deveria estar envolvido com várias formas de arte. Porém, a inspiração musical parece funcionar de forma diferenciada. Ela está envolvida com toda a música humana, e por isso, no século XXI, a música está com câncer (desgraças musicais que nem preciso mencionar).
E assim a inspiração termina. Ajude a continuar essa saga! Seja a fonte de inspiração! Clique no título da publicação e deixe um comentário com o assunto que você gostaria que eu tratasse! Deixe também mais exemplos de casos vindos da inspiração!
Na próxima publicação, provarei minha cara de pau. Exemplo extremamente estranho do que uma pessoa pode fazer, puramente sem motivo.
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June 23rd, 2010
Atenção: esse site contém textos satíricos e de humor. Não considere o que há dito como verdade. Caso se ofenda com facilidade, essa página é mais aconselhável para seu divertimento: clique aqui para acessar a página misteriosa.
Atenção 2: eu não leio absolutamente nada do que escrevo, após ter escrito. Se você observar algum
- erro ortográfico, por favor, me avise por comentário;
- frase sem lógica, se aparentemente ela devesse existir, por favor, me avise por comentário.
Olá! Meu nome é Denis e esse é o primeiro texto inútil artigo oficial do PerdeuAsMeias.
Esse é um espaço no qual gostaria de cagar minha imaginação expor minhas "desidéias" sobre o mundo.
Esperar além do dadaísmo não é um erro, mas para visualizar a verdadeira semântica, veja além do que parece. Caso ela exista. Provavelmente existirá. Provavelmente.
Gostaria de deixar claro, de antemão, aos que me conhecem pessoalmente, que, apesar do meu nerdismo, ou melhor, meus conhecimento aprofundados em computação e ciências exatas em geral (já que faço graduação em Ciências de Computação), esse espaço NÃO é voltado para abordar o tema, logo, NÃO espere encontrar código, matemática, física, anything else. Essas coisas você encontra nos blogs dos meus amigos Dijkstra, Fourier, Arnold Schwarzenegger e Palhaço Bozo, respectivamente.
Caso eu aborde o assunto, haverá, quase sempre, explicação para que até mesmo um asno você possa entender. Mas eu espero, sinceramente, para o bem do seu conhecimento, que você não acredite no que eu diga.
Finalmente, voltando à vaca fria, vamos ao assunto do artigo de hoje.
Eu estava indeciso entre cinco ou seis tópicos, mas acabei decidindo pelo sétimo. Espero que não se incomodem pelo fato de que o primeiro assunto desmentir logo de cara minha falta de intenção em tratar assuntos geeks. Na verdade, não foi uma mentira, eu apenas achei o assunto legal o suficiente pra ser a entrada deste delicioso cardápio que é o PerdeuAsMeias (;D). Mas não se desesperem, pobres normais, está prometido nesta linha, nestas palavras, que o próximo tópico não será geek!
Uma catástrofe está iminente! A pior destruição massiva do planeta. Para ser claro, pouca gente sabe, mas o mundo vai acabar em 2038.
Antes de explicar o porquê do mundo acabar em 2038, preciso fazê-los acreditar que o planetinha não vai pro beleleu já em 2012.
Essa parte é fácil. Você, como leitor assíduo de textos inúteis artigos da internet (como esse), já deve saber o que é o horóscopo chinês. Mas para os que não sabem, serei justo!
Sabe aqueles livrinhos que são vendidos em bancas de jornais com o título "Horóscopo"? Pois então! Isto é um horóscopo! Um livrinho com figuras de animais na capa e textos redigidos por psicólogos para convencê-lo do desastre iminente (parecido com esse artigo sobre 2038).
Um horóscopo chinês é um livrinho como esses, mas adquirido na Rua 25 de Março, em São Paulo.
Todos sabem que os provérbios chineses trazem imensa sabedoria. Exemplo clássico é o que segue:
A desgraça, quando vem, traz amigas.
Que significa:
Sempre faça bolinhos de arroz extras.
De tanta sabedoria, deduzimos serem os chineses os donos da verdade.
O horóscopo deles diz que 2012 é o ano coelho.
Se há alguma coisa que coelho gosta de fazer, é descendente. Daí, é visível o fato de que depois de 2012 virá uma boa ninhada de aninhos.
Convencido do fato de que o mundo não acaba em 2012, vamos ao fato do mundo acabar em 2038!
Antes, você deve estar preparado mentalmente!
Você possui um computador. Eu não sou guru! Apenas deduzi o fato de que você está lendo esse texto enorme, e nunca o faria numa lan-house. Agora, aceite minha inteligência visivelmente superior, entenda a minha lógica e, se não a entender, interprete-a como verdade, simplesmente.
Você já ouviu falar que o coração do computador é o processador. Na verdade, já deve ter ouvido a palavra clock relacionada ao processador. O clock é o verdadeiro coração de tudo!
Clock, em português, significa "relógio".
Exatamente isso! Dentro do processador, há o relógio, fonte de todo o poder. Quanto mais preciso for o relógio, mais veloz será o computador, pois ele estará mais acostumado à quarta dimensão, o tempo.
Pois bem! Como funciona o relógio de um computador?
O funcionamento do relógio foi definido em 1969, pela Oráculo.
Prevendo o enorme avanço tecnológico em inteligência artificial, Oráculo afirmou o império das máquinas sobre os humanos, no dia em que elas, espertudas e capazes de fazer 8×6 de cabeça, pudessem nos fazer de escravos ou simplesmente nos usar como alimento energético enquanto vivemos num mundo de fantasias (uma matrix 3 x 3 capaz de resolver qualquer problema matemático).
Os humanos não poderiam, nunca, deixar isso acontecer! Afinal, máquinas não se alimentam de carne bovina, e isso destruiria todo o império de redes de fast foods, o verdadeiro comércio que movimenta o dinheiro no mundo. No entanto, não era possível simplesmente destruir os computadores, pois tais redes comerciais também eram os principais clientes do mercado computacional (sim, o lanchinho feliz do palhaço é preparado por uma robô balconista. Não se deixe enganar por aqueles dentinhos de aparelho. Aquilo é um cabo de transmissão de dados).
Para se defenderem, os humanos limitaram os relógios dos computadores a 32 bits (32 em base binária)!
A base binária é a base numérica utilizada pela computação pelo fato de nerds não aceitarem meio termos. Para eles, só existe sim ou não!
Por exemplo, numa situação normal, você poderia perguntar à alguém "você é gay?" e a pessoa responderia "de vez em quando! Gosto de variar". A mesma pergunta, a um nerd, resultaria em um "não" imediato. Afinal, apenas na hétero-sexualidade eles se manteriam virgens, já que a reposta à pergunta "você se relaciona com não nerds" também é "não", e não há mulheres nerds no mundo real (apenas na matrix 3 por 3).
Além de estipular que o relógio teria a limitação de 32 bits, foi definido também que tudo o que ele deveria fazer, seria contar o número de segundos passados desde o instante no qual eles apertaram o grande botão vermelho. Por coincidência, foi no dia 1o de Janeiro de 1970, 0 horas.
A partir daí o tempo foi sendo contado.
Por que isso serviria de defesa contra a inteligência artificial?
Porque o número máximo de segundos que podem ser contados seria 2 elevado a 32 segundos, ou seja, 4294967296 segundos.
Não o é. Para piorar as coisas, o último bit significa sinal (positivo ou negativo). Essa definição foi feita em espera à invenção da viagem no tempo.
Logo, o número máximo de segundos que é contado é 2147483648.
Quando esses segundos todos fossem contados, o relógio, por efeito-flip-flop-tipo-T, voltaria à zero, fazendo com que os robôs voltassem a ser bebês, sendo facilmente ludibriados por balinhas e chocolates.
É aí que entra o tal do 2038! Dado o instante no qual o relógio começou a correr, os 2147483648 segundos terão se passado em 19 de Janeiro de 2038 (o Dia da Derrota das Máquinas Malvadas, como é conhecido)!
No entanto, depois que a Oráculo foi flagrada bebendo num barzinho da Augusta, toda a moral nela depositada foi perdida. A partir daí, observou-se que é um absurdo chegarmos a tal nível de inteligência artificial no qual ela será capaz de nos dominar (se em 2000 ainda não existiam e-whores, nunca mais existiriam).
Este aparentou, logo, um ótimo momento para atualizar os computadores e retirarem a limitação imposta. Mas isso não aconteceu!
Nessa época, uma empresa cujo nome não deve ser dito, conhecida simplesmente pela sua marca (M$), estava topo em vendas de softwares (o que você xinga, quando seu computador trava). Previu, então, que com seu cheat de dinheiro infinito, logo estaria no topo em vendas de hardware (o que você chuta, quando seu computador trava).
Já planejou, desde cedo, um diabólico plano para alcançar uma margem de lucro de 100000% em 2037. Seu plano consistia em deixar todos os computadores com relógio de 32 bits até tal ano, e, neste ano, vender computadores com o preço 50000% acima do habitual (levando em consideração que todos trocam de computadores 2 vezes ao ano), já equipados com relógios de quartzo, que não sofrem das limitações dos bits.
Este plano funcionaria perfeitamente, afinal, as pessoas que mantém o mundo de pé têm dinheiro para comprar os computadores, mesmo que sobre-taxados. Mas um novo vilão apareceu na história. Tímido, com um site de buscas, a empresa Ponto G, como vou chamá-la aqui, conquistou parte do mercado de M$, fazendo M$ não ser rica o suficiente para suprir a demanda de computadores em 2037. E, como é sabido, o Ponto G é só teórico, portanto venderá apenas software pelo resto de sua existência, não completando a demanda de computadores no ano maldito.
Assim, dois terços do mundo, em 2038, estarão com computadores de relógio de 32 bits. Graças a isso, em 19 de Janeiro de 2038, terça-feira, 3 horas, 14 minutos e 8 segundos, todas as máquinas entrarão em pane! Semáforos de trânsito não funcionarão bem, causando acidentes nas ruas; elevadores despencarão dos arranha-céus de 300 andares, causando caos nas escadarias; usinas nucleares explodirão, gerando mutantes do mal; sua página principal não abrirá; a novela não irá ao ar; o metrô não irá parar nas estações; os telefones para delivery de pizza não funcionarão; o seu intestino travará e você não conseguirá cagar; o sol dará bluescreen of the death!
Em dezenove do primeiro um sexto do primeiro meio do ano maldito, não jogarás fazendinha. Seus morangos não serão colhidos, emergindo do sangue deixado, após um século de caos.
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June 19th, 2010
O título dispensa comentários adicionais.
Mas, para ser insistente: em breve, aqui.
Obs.: Tema atual temporário. Tema próprio em desenvolvimento.
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