Culturas
January 6th, 2011
Edit: Alguns erros de concordância corrigidos
Atenção! Esse post, como a maioria, satiriza sobre estereótipos. Caso não tenha bagos humor o suficiente para agüentar umas piadinhas, clique aqui.
O texto a seguir retrata uma carta enviada pelo historiador Richard Rich Alot.
Olá! Meu nome é Richard. Como podem ver, esse é um nome típico de historiador rico, metido à besta, vindo da Inglaterra, porque todos os historiadores ricos, metidos à besta, vindos da Inglaterra se chamam Richard. Apesar disso, há Richards bem bacanas, que não são historiadores ricos, metidos à besta, vindos da Inglaterra.
Já eu sou um historiador rico, metido à besta, vindo da Inglaterra. Obviamente, me formei em Oquisfordi, lugar aonde todos os historiadores ricos, metidos à besta, vindos da Inglaterra se formam.
A primeira coisa que aprendemos na faculdade é o fabuloso andar de petulância. Esta é uma arte incrivelmente útil, apesar de não o parecer, para os desatentos. Em primeiro lugar, graças a ela, não necessitamos de fazer complexos, trabalhosos e cansativos movimentos com os braços para pegarmos nossos distintivos de historiadores que são guardados dentro de nossas bolsas marrons laterais ou em nossos cheios bolsos traseiros, de nossas calças verdes apertadas. Aliás, o bolso traseiro cheio é a segunda estratégia mais importante para disfarçar nosso pouco volume carnal. A primeira é simplesmente nossa postura com formato de anzol de cabeça para baixo.
Outra utilidade desse andar é que, adicionando pequenos movimentos com as mãos, aprendidos noutra aula, na universidade, conseguimos dar ordens como “coloque todas as minhas coisas na carruagem, sente-se na posição de dirigente e me leve para a capital” aos nossos servos.
A última coisa que aprendemos e, talvez, a mais importante para um historiador rico, metido à besta, vindo da Inglaterra, é como colocar um monóculo no rosto sem que ele caia. Sua utilização não faz parte do curso, pois na verdade ele não é utilizado de forma ativa. É apenas um adorno que nos dá um ar ainda mais pedante.
Sempre tive um gosto especial pelo Brazil, primordialmente pelo estado da Mata Atlântica, com seus elefantes, gorilas, leões, girafas e mata densa. É uma pena que os macacos e cobras não fiquem nessas regiões, e sim no Rio de Janeiro, capital do país, aonde atazanam a vida dos moradores.
Pois eis que fui à Mata Atlântica comemorar o carnaval com povos indígenas locais! O trajeto até a tribo foi uma aventura e tanto, digna de um filme protagonizado pelo meu estimado colega Indiana Jones. Aterrissamos em um perigoso aeroporto com pista de terra, entramos em um veículo e seguimos por uma estrada não asfaltada até chegarmos a uma doca de pequenas embarcações em um rio. Com meus fabulosos pedantes conhecimentos em geografia, deduzi ser o Rio Tietê, principal rio do país. Emocionante! Os detalhes do percurso não me são conhecidos pois tirei meu pedante cochilo pedante a maior parte do tempo. Atravessamos o rio, aonde encontramos e fomos cordialmente recebidos pela tribo Tamonuegostemo.
Minhas conversas com os indígenas foram realizadas com o auxílio de um tradutor de espanhol, contratado por mim, que me acompanhou em todas as situações, até mesmo na cópula com os locais. Apesar disso, daqui em diante, sempre que eu descrever uma conversa com um nativo, farei como se eu mesmo estivesse dizendo, para ressaltar minha existência e excluir a de seres sem importância.
_ Olá! _ disse eu, segurando um espelho.
_ Oi. _ respondeu o índio, olhando assustado para a fabulosa tecnologia, em minhas mãos.
_ Você. Espelho. Eu. Carnaval. Eu. Comida. Eu. Bebidas. Eu. Fêmeas. Eu. Copular. OK? _ Descrevi uma troca justa de forma que ele pudesse entender.
_ OK! _ E há quem diga que “OK” não é uma palavra inata ao ser humano e forma de comunicação mundial.
A festa foi maravilhosa! Em certo momento, os índios me ofereceram uma estranha folha que parecia com uma droga conhecida mundo afora, mas o nome era diferente e eu já tinha o conhecimento de que tal droga não existia por natureza naquela região. Assim, aceitei. Fizemos um cigarrinho e fumamos. Foi uma loucura.
Povos de tribos indígenas, no geral, não sabem contar como nós, seres humanos comuns. A contagem que fazem se limita a um, dois, três e muitos. Por agora, esse foi apenas um fato aleatório comunicado para exuberar nosso saber e exaltar sua ignorância.
Aquele povo, especificamente, estava, até certo tempo, com sérios problemas de mortalidade. Faz parte de sua cultura a construção de fogueiras para serem puladas, numa festa que realizam em junho ou em julho. O resultado disso é uma enorme quantidade de índios gravemente queimados. Para diminuir a incidência de mortes, o governo instalou postos médicos próximos à tribo, com especialistas em queimaduras.
O governo, aliás, com o exclusivo intuito de proteger a cultura dos índios, ignora os tramites que eles fazem com visitantes estrangeiros e as compras de quinquilharias da sociedade moderna. Assim, foi comum ver ocas com televisores de plasma, microsystems, computadores, entre outros aparatos. Um destes se mostrou bastante peculiar. O fogão! Não pelo fato de ser um fogão, e sim pela forma como era utilizado.
As temperaturas marcadas no forno eram superiores a três, assim, para os índios, lia-se apenas “muito”. Viviam confusos sobre sua utilização para diferentes pratos, por isso. Encontraram, então, uma sagaz forma de medir a temperatura para saber se é a desejada.
Após o aquecimento do forno com uma chapa de metal em seu interior, um índio o abria e segurava a chapa. Em seguida, ia ao posto médico instalado nas proximidades. Então, perguntava ao médico se a queimadura obtida era de primeiro, segundo ou terceiro grau. Essa é realmente uma forma muito inteligente de escalar a temperatura para valores que eles conhecem! Não me surpreendi, pois como historiador, estou acostumado à sabedoria de povos milenares.
Após esses quatro muitos dias de convivência, com grande alegria pesar, voltei para minha amada Europa.
P.S.: Cheguei à tempo do chá das cinco.
Com carinho,
Richard.
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ahsausahsuashasuahsausahsuashaus
Mt bom xD Gostei da versão completa \o
Mas ainda sim: tadinhos dos índios!! Se queimavam dmais nas festas juninas, poxa =PP Por sinal, vc disse muitas mortes… mas se muitos>três, e muitas (aproximadamente) muitos… muitas = 4, por exemplo?? =OO [agora dá pra entendê-la =PPP]
E sabe, acho que nao são soh os historiadores Richards na Inglaterra q são assim =X Os poucos ingleses do Dofus eram mais ou menos iguais a ele =PP Principalmente quanto ao chá x) e aos erros de localização de animais nas diversas geografias do mundo xD hasuashasuashausahsuashasuas
adorei Denis o fico no aguardo do próximo ;D
OIAOEIOAIOAIOEIO Ótimo texto. Adoro o seu sarcasmo xD
Gostei mais dessa versão também, bem + engraçada!
E pensar que tem mtos Richard RichaLot por ai …
Que texto lindo!!!!!!!!!!!!!!!!
minha ****** babou de tesao ao ler isso!!!
parabens ao autor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Lol, o texto ficou bem legal… A satira ficou boa, a forma da escrita me lembra Douglas Adams, autor do Guia dos Mochileiros da Galaxia. Bom trabalho Denis, tá melhorando bastante, procure novas inspirações e leia nas horas vagas, que a tendencia é melhorar =)